Quando estreou o filme "Billy Elliot", em 2000, fazia dez anos que Margaret Thatcher deixara de ser primeira ministra britânica. Hoje, sua figura controversa tornou-se ainda mais desconhecida do grande público.
É feliz, portanto, a decisão da montagem nacional de "Billy Elliot ? O Musical", eesteve em cartaz no Teatro Alfa em São Paulo, de minimizar sua importância e se concentrar na importância da arte
(especificamente a dança) na transformação de consciências. Billy perdeu a mãe, o que desestabilizou a família. Desanimado com as sessões de boxe,
o menino descobre uma aula de balé, na qual seu talento se revela. Auxiliado pela senhora Wilkinson, Billy aprende os conceitos básicos que o levarão até o Royal Ballet.
Antes, porém, terá de combater o preconceito local. A chance do garoto está na transformação do pai, que percebe ser o filho o único naquela comunidade condenada
pelo fracasso a ter êxito na vida. Eis aí o ponto forte da montagem brasileira.
Carmo Dalla Vecchia traz a verdade esperada em Jackie, o pai brutalizado, mas que percebe o talento do garoto. Também Beto Sargentelli, ator especial, como Tony,
o irmão cabeça-dura, revela a transformação e aceitação do potencial do menino. A família se completa com a avó e o espectro da mãe, em iluminadas interpretações de Inah de Carvalho e Sara Sarres.
Martha Nobel interpreta Keley Guibson uma das bailarinas aluna na Escola de Ballet, Vanessa Costa traz a garra esperada como sra. Wilkinson.
Ficha Técnica
Ano - 2019
Direção : John Stefaniuk
coreógrafa associada internacional: Nikki Belsher
Coreógrafo associado: Barnaby Meredith
Diretor musical: Daniel Rocha
Diretor associado residente: Floriano Nogueira
Produção - Ateier de Cultura

